CO-PRODUTO PROTEICO DA BATATA-DOCE

Para se obter alta produtividade, a fabricação de rações para as diferentes espécies animais deve ser realizada de forma adequada, suprindo as exigências nutricionais de cada categoria, visando excelente desempenho dentro de um custo compatível com a realidade de mercado.
Para cada espécie animal é preciso buscar informações como: a que se destina o plantel, o número de animais, produtividade, a reposição anual do plantel e o consumo de ração em cada fase de produção. Estas informações irão definir o volume de ração a ser produzido e as matérias-primas utilizadas na fabricação das rações.
As rações balanceadas oferecem ao produtor a tranqüilidade de saber que está recebendo um produto que possui todo um critério de fabricação, processos e controles de qualidade.
Os suplementos minerais também são indispensáveis na alimentação animal. Seu custo é definido em função da matéria-prima utilizada, marca comercial, espécie à que se destina, inclusão de vitaminas e promotores de crescimento, etc.
Com isso, a busca por alternativas na produção de ração para alimentação animal deve ocorrer com maior freqüência, sendo que o resíduo gerado pela indústria de álcool de batata-doce pode ser uma grande contribuinte de matéria prima para a fabricação de ração, principalmente com relação a fonte protéica, ou seja, a massa de batata-doce gerada após o processo de produção do álcool.
As análises mostram que o produto pode ser utilizado sem restrições, apresentando altos valores protéicos e apresentando considerável produção deste farelo proteico da usina de álcool de batata-doce. A produção é de cerca de 150 kg de produto para cada tonelada de batata-doce, podendo variar conforme a variedade de batata utilizada.

Na Tabela 1, segue dados de analise bromatologica do farelo proteico da batata-doce após o processo de produção do álcool.

Descrição Resultado
Proteína Bruta 42,24%
Umidade 4,49%
Ca 0,43%
P 0,94%
Alanina 6,59%
Arginina 1,63%
Ácido Aspártico 2,3%
Glicina 1,35%
Isoleucina 5,15%
Lisina 1,1%
Cistina 0,32%
Metionina 0,37%
Fenilalanina 1,71%
Tirosina 1,39%
Treonina 1,34%
Prolina 2,79%
Valina 1,78%
Histidina 1,02%
Serina 1,78%
Sódio 3291,67 mg/kg
Potássio 9729,17 mg/kg
Magnésio 3433,33 mg/kg
Ferro 5402,08 mg/kg

A Tabela 2 apresenta os dados nutricionais que são exigidos para a dieta de alimentação de bovinos. O consumo médio para bovinos de corte é deaproximadamente 6 kg/animal/dia.

 

Tabela 2 - Exigências nutricionais para bovinos

Descrição

Resultado
Cálcio 2,50%
Extrato Estéreo 2,00%
Fósforo 0,50%
Matéria Prima 12%
M. Mineral 12%
PB 20%
Umidade 13%
NDT 36,50%

A Tabela 3 apresenta os dados nutricionais que são exigidos para a dieta de alimentação de ovinos e caprinos. O consumo médio para estes animais é de aproxi-madamente 0,8 kg/animal/dia.



Tabela 3 - Exigências nutricionais para ovins e caprinos

Descrição Resultado
PB 18%
EE 2%
Fibra 15%
M.M. 12%
Cálcio 2%
Fósforo 0,50%

A Tabela 4 apresenta os dados nutricionais que são exigidos para a dieta de alimentação de suínos. O consumo médio para estes animais é de aproximadamente 2 kg/animal/dia.



Tabela 4 - Exigências nutricionais para suínos

Descrição Resultado
PB 20%
EE 2,50%
MF 8,00%
MM 10%
Ca 1%
P 0,50%

Para a composição da ração, são necessários os ingredientes como fonte de proteína, energia, sais, entre outros, porém, os mais utilizados são os farelos de soja, milho e trigo.

Verifica-se que o farelo proteico da batata-doce apresenta características excelentes quanto aos valores de proteína, aminoácidos e demais componentes. Sendo realizada a formulação de ração com os demais produtos mencionados e tendo em vista a necessidade nutricional das dietas dos animais listados nas Tabelas acima, a ração formulada a partir do farelo proteico da batata-doce pode ser um produto de excelente qualidade e com valor de mercado competitivo